Alvinegro tem intenção de pagar multa de R$ 1,1 milhão para ter o português no comando técnico
Após demitir o técnico Mano Menezes e ter que interromper as negociações com Márcio Zanardi, do São Bernardo, a diretoria do Corinthians abriu negociação nesta terça-feira (07), e já acertou condições para um contrato de um ano com o atual técnico do Cuiabá António de Oliveira. Também ficou acertada uma cláusula para renovação automática em caso de classificação à Libertadores de 2025.
Para bater o martele e apresentar oficialmente o português falta resolver questões burocráticas, como o pagamento da multa de R$ 1,1 milhão ao Cuiabá para a rescisão contratual.
Fabinho Soldado, executivo de futebol do Corinthians, procurou Bruno Macedo, advogado do treinador português. Eles se conheciam do Flamengo, clube no qual Fabinho era gerente até o mês passado e que teve dois clientes de Macedo: Jorge Jesus e Vitor Pereira.
A direção do Corinthians tem adotado outra postura em relação ao anúncio de contratações. A intenção é evitar novas exposições como nos casos de Gabigol, Lucas Veríssimo e Matheuzinho. Por isso, a ordem é esperar todas as garantias possíveis antes de qualquer sinalização de acordo.
Para registrar o novo treinador no Campeonato Paulista, o regulamento da competição determina que o Corinthians primeiro acerte as condições para o pagamento da multa rescisória de Mano Menezes.
António Oliveira tem 41 anos e está no Cuiabá desde o ano passado. Antes, ele passou por Athletico, Coritiba, Benfica B e pelo próprio Cuiabá. Também foi auxiliar de Jesualdo Ferreira no Santos.
A diretoria do Corinthians passou o dia reunida em busca de fechar um nome para assumir a equipe. Cuca chegou a ter o nome cogitado, mas os problemas enfrentados pelo técnico no clube ano passado viraram um barreira. O uruguaio Guillermo Almada e diversos outros nomes do Brasil e do exterior também foram oferecidos ao clube.
O Timão tinha negociações avançadas com Márcio Zanardi, do São Bernardo, mas recusou na negociação depois de descobrir que o regulamento do Paulistão impede que um técnico dirija dois times diferentes nesta edição.
Foto: AssCom Dourado