O Cuiabá oficializou nesta terça-feira a venda de 60% dos direitos econômicos do atacante Aiyran Vieira de Lima ao Flamengo. O clube mato-grossense permanece com os outros 40% dos direitos do jogador, de 17 anos, que foi revelado nas categorias de base do Dourado e teve passagem pela equipe profissional.
A negociação havia sido encaminhada anteriormente por cerca de R$ 6 milhões por 60% dos direitos econômicos. A multa rescisória de Aiyran era de R$ 10 milhões, valor que o Flamengo estava disposto a pagar, mas o Cuiabá negociou a permanência de uma porcentagem do atacante.
Aiyran chegou ao Cuiabá em março de 2025, depois de passar pelas categorias de base de Fluminense e Botafogo. No clube mato-grossense, foi integrado ao processo de formação e se profissionalizou aos 16 anos.
O atacante estreou pela equipe principal nesta temporada e marcou seu primeiro gol na Série B do Campeonato Brasileiro na vitória por 1 a 0 sobre o América-MG. Aos 17 anos, cinco meses e 29 dias, tornou-se o jogador mais jovem a balançar as redes pelo Cuiabá no time profissional.
Pouco tempo depois, Aiyran recebeu outra marca importante na carreira. Em julho de 2026, foi convocado para a Seleção Brasileira Sub-17 e tornou-se o segundo jogador da história do Cuiabá a vestir a camisa da seleção brasileira.
Na convocação, o atacante esteve entre os 25 jogadores chamados pelo técnico Carlos Eduardo Patetuci para uma etapa de preparação para a Copa do Mundo da categoria, com amistosos contra a Venezuela na Granja Comary.
Natural de São Gonçalo, no Rio de Janeiro, Aiyran começou no futsal aos sete anos e posteriormente migrou para o futebol de campo. Passou pelas categorias de base do Fluminense e chegou ao Botafogo aos 12 anos.
No clube carioca, foi artilheiro e conquistou a Taça Guanabara Sub-13. Permaneceu no Botafogo até o fim de 2024, quando deixou a equipe. Antes de chegar ao Cuiabá, o atacante realizou um período de avaliações no Flamengo.
Na nota oficial, o Cuiabá destacou que Aiyran foi formado dentro do projeto de categorias de base do clube, criado para desenvolver jogadores até a equipe principal e valorizar os atletas ao longo da trajetória profissional.
O clube também ressaltou que não tem como política negociar jogadores com poucos jogos pela equipe profissional. Segundo o Dourado, porém, circunstâncias específicas levaram à conclusão de que a transferência, nas condições alcançadas, seria a decisão que melhor preservaria os interesses do clube e do próprio atleta.
Foto: Gilvan de Souza / CRF