Jorge Jesus, atual treinador do Al-Hilal, da Arábia Saudita, é um dos principais nomes cogitados para assumir o comando da Seleção Brasileira após a saída de Dorival Júnior. Segundo informações divulgadas nesta quinta-feira (3/4), o português impôs duas condições claras para aceitar o convite da Confederação Brasileira de Futebol (CBF): liberdade total para conduzir seu trabalho e um salário compatível com o que recebe atualmente no exterior.
O treinador, que tem contrato com o clube saudita até junho de 2025, é considerado um dos técnicos mais bem pagos do mundo. No Al-Hilal, recebe cerca de 1,04 milhão de euros por mês, o equivalente a R$ 6,43 milhões — o que totaliza aproximadamente R$ 63 milhões por ano.
Salário Astronômico e Autonomia Irrestrita
A primeira exigência de Jorge Jesus é financeira: ele quer manter um patamar salarial próximo ao que tem no Oriente Médio. Embora os valores sejam muito superiores aos praticados na América do Sul, ele considera que o cargo de técnico da Seleção Brasileira exige um nível de remuneração à altura da responsabilidade.
A segunda condição envolve o controle absoluto sobre a equipe e o ambiente de trabalho. De acordo com o jornalista João Guilherme, o português deseja repetir a fórmula adotada no Flamengo em 2019, quando liderou o time com autonomia total, sem interferência da diretoria ou da comissão técnica permanente. “Ele quer pegar a chave e guardar no bolso”, afirmou o narrador, reforçando o perfil centralizador de Jesus.
Histórico e Expectativa
Jorge Jesus está no Al-Hilal desde 2023 e, mesmo com contrato em vigor, sua saída ao fim da temporada é considerada possível. No Brasil, o nome do treinador segue em alta, especialmente após o sucesso com o Flamengo, onde conquistou Libertadores e Campeonato Brasileiro em 2019. Sua possível chegada à Seleção desperta expectativa entre torcedores e analistas, especialmente diante de sua postura firme e estilo autoritário.