Ednaldo Rodrigues foi reeleito presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) nesta segunda-feira (24), sem enfrentar concorrência. A eleição ocorreu um ano antes do previsto, após a retirada de Ronaldo Nazário da disputa, diante da falta de apoio das federações estaduais.
Eleição antecipada e vitória unânime
Rodrigues utilizou uma brecha no estatuto da CBF para antecipar o pleito inicialmente marcado para março de 2026. Com todos os 67 votantes a seu favor — totalizando os 141 votos possíveis — ele se tornou o primeiro presidente da CBF a ser eleito por unanimidade. O colégio eleitoral é composto por 27 federações estaduais (três votos cada), 20 clubes da Série A (dois votos cada) e 20 da Série B (um voto cada).
“Celebramos não apenas nossa reeleição, mas o triunfo da democracia, do diálogo e da liberdade”, declarou Rodrigues durante a assembleia. Seu novo mandato começa oficialmente em abril de 2026.
Ronaldo critica sistema eleitoral
Ronaldo, que cogitou lançar candidatura, criticou duramente o modelo de votação. “O sistema não deixa ninguém entrar. Historicamente, nunca houve eleição com dois candidatos”, afirmou ao Charla Podcast. Apesar das críticas, Rodrigues declarou respeito ao ex-jogador e afirmou que as portas da CBF “estão abertas” para ele.
Bastidores e trajetória
A eleição ocorreu entre partidas da seleção nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026. Ednaldo chegou a ser afastado temporariamente em 2023, mas retornou ao cargo após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), fortalecendo sua posição dentro da entidade.
Com a vitória consolidada, Rodrigues reforça sua liderança em um momento decisivo para o futebol brasileiro, ainda em busca de estabilidade institucional e renovação.